Aqui no escritório usamos uma impressora laser HP comprada recentemente. Nesta semana precisamos repor o toner, o que deu início a uma péssima experiência como consumidor e algumas constatações sobre filosofias de trabalho.

Em duas grandes revendedoras de produtos de informática – Livraria Saraiva e Fnac – não havia o produto e nenhuma explicação foi dada pelos vendedores, embora ambos vestissem a camisa da HP – apenas no sentido literal, porque no figurado estavam longe disso. O máximo que fizeram foi recomendar que procurasse o produto na Kalunga.

Toner HPChegando lá, a mesma decepção. Outra moça vestida com uma camiseta da HP (novamente restrito ao sentido original) disse-me que havia chegado uma unidade naquele dia, mas ele já fora vendido. E foi-se embora.

Nisso um vendedor da própria Kalunga decifrou o enigma: “Esta impressora foi lançada há alguns meses. Este é o prazo normal para as pessoas começarem a comprar o toner. E como está todo mundo comprando ao mesmo tempo, acaba.”

O raciocínio, tão simples quanto óbvio, parece escapar aos responsáveis pelo planejamento de demanda da HP. Ainda assim, qualquer visita aos revendedores serviria para entender o conceito. Mas quem dirige uma empresa de dentro de um escritório jamais escutará a voz do mercado.