Recentemente uma amiga pediu minha ajuda porque acabara de perder uma promoção em seu trabalho. Ao contrário de muita gente que passa por isso, ela sabia exatamente o motivo: seu inglês era ruim e ela era fraca em Raciocínio Analítico. Seus planos eram, então, fazer um curso intensivo do idioma e viajar para aprimorar, além de estudar alguns módulos avançados de Excel.

HP12CVou pular a primeira parte do problema, porque falar inglês é condição sine qua non para progredir em qualquer carreira – lembrando que aqui falamos da maioria, não das exceções. No mínimo você está fora de algo como 70% do que se escreve na Internet – e isto é um handicap e tanto!

Sobre Raciocínio Analítico e Excel, minha amiga escolheu o caminho errado: não adianta aprender a usar uma ferramenta sem saber onde ela será usada. Em outras palavras: não adianta saber fazer conta se você não souber que conta fazer.

Já se disse muitas vezes que ninguém encontrará as respostas certas fazendo as perguntas erradas. Eu iria mais além: as respostas já estão todas à nossa volta; só é preciso encontrar as perguntas que se encaixam a elas. E isso o Excel jamais vai ensinar. Nem a HP-12C, tampouco o iPad. Eles lhe darão apenas as respostas, mas você ainda precisará fazer as perguntas.

Qual foi a dica que dei à minha amiga, então? A mesma de sempre: leia. Estude. Só acumulando algumas experiências diferente das que você vive hoje no seu dia-a-dia é que você conseguirá pensar diferente do que pensa hoje. Os livros estão cheios disso. Quer um para começar? Freakonomics – O lado oculto e inesperado de tudo o que nos afeta. Foi por onde eu comecei a ver novas maneiras de ver antigos problemas. E depois não parei mais…