Lou Gerstner

Lou Gerstner

Muita gente me pergunta qual o perfil do Líder Ideal. Se é alguém rígido ou flexível; introvertido ou extrovertido; racional ou emocional; exigente ou condescendente; individualista ou generoso?

Minha resposta a tal pergunta é sempre a mesma: não existe tal coisa, como um líder ideal. Existe o líder certo para a situação certa.

Pegue um líder flexível, extrovertido, emocional, condescendente e generoso e coloque-o para liderar uma equipe rígida, introvertida, racional, exigente e individualista. Provavelmente o resultado será algo desastroso.

Normalmente as pessoas são conduzidas à posição de líder por suas habilidades interpessoais (quem já perdeu uma promoção para alguém menos competente sabe do que estou falando). Quando as razões são puramente técnicas, há grandes chances de ambas as partes – empresa e funcionário – se decepcionarem profundamente.

Ainda assim, são raros os casos em que o profissional tem uma capacidade de adaptação tão boa, que o possibilite circular por ambientes tão distintos quanto os descritos na primeira linha. Por isso mesmo, se o perfil do líder não se encaixar no da sua equipe – ou ele não fizer alguns importantes ajustes -, certamente haverá choro e ranger de dentes de lado a lado. E, assim, vai-se por terra a noção de líder ideal.

Uma empresa representa, por assim dizer, um conjunto de microculturas dentro de uma cultura maior e mais forte. O lendário Lou Gerstner disse certa vez: “Durante meu tempo na IBM eu percebi que a cultura não é apenas um aspecto do jogo. Cultura É o jogo.”

Quando você não está inserido na cultura – e aqui não importa a natureza do jogo – você está fora.

Então, se você está em busca de um líder ideal, ou pretende tornar-se um, é bom acostumar-se com a ideia de que isso é um mito. Esforce-se para entender o ambiente em que você está – e faça o melhor que puder dentro dele. Muitas vezes deixa-se de ser Bom quem tenta ser Ótimo. Algumas vezes o ótimo não existe – e o melhor é ser bom!