No texto anterior um monte de gente criticou – especialmente nas redes sociais – o emprego do termo “chefe” para descrever aquela pessoa que manda em você. Uns disseram que não são índios para terem chefe, outros insistem que se use “líder” ou outro eufemismo asséptico.

Índio_bÉ uma discussão tão tola quanto inútil. Quando o máximo que uma empresa consegue fazer para melhorar sua performance é trocar os termos com os quais se refere às pessoas, está claro que a coisa vai de mal a pior.

Aquilo que um funcionário faz – ou deveria fazer – não muda se eu chamá-lo de colaborador, de empregado ou de meu bem. A competência de um chefe não se altera se eu me referir a ele como líder, doutor ou meu bijuzinho.

Uma empresa não se altera a partir de novas denominações para títulos ou cargos. Não se reinventa trocando os crachás. Ao contrário, quando é esta a diretriz que vem de cima, o sinal é exatamente na direção oposta: eles não têm a menor ideia do que estão fazendo.

Quando eu vejo funcionários de uma empresa se esforçando o tempo todo para seguir essas denominações esdrúxulas, começo a prestar atenção em outros sinais, para confirmar se estou diante de mais um departamento de recursos humanos guiado por um almanaque de autoajuda.